Guia de utilização do calculador de carga térmica de aquecimento e necessidades de calor
Índice
- Introdução
- Fundamentos de cálculo
- Guia passo a passo
- Compreender os resultados
- Dimensionamento de radiadores
- Dicas e boas práticas
- Perguntas frequentes
- Informações de enquadramento
Introdução
1.1 O que é a carga térmica de aquecimento?
A carga térmica de aquecimento é a potência térmica (em Watt ou quilowatt) que um sistema de aquecimento tem de fornecer para aquecer e manter um edifício à temperatura interior desejada quando a temperatura exterior de projeto (temperatura exterior mínima de referência para o local) é atingida.
O cálculo da carga térmica é fundamental para:
- Dimensionamento da produção de calor (caldeira, bomba de calor, etc.)
- Dimensionamento das superfícies de aquecimento (radiadores, piso radiante)
- Otimização das temperaturas de regime (ida/retorno)
- Análises de eficiência e estudos de viabilidade económica
1.2 Base normativa: NP EN 12831-1
Este calculador baseia-se na NP EN 12831-1 (Desempenho energético dos edifícios – Método de cálculo da carga térmica de aquecimento de projeto). A norma define um procedimento normalizado para calcular a carga térmica de aquecimento de edifícios de habitação em condições estacionárias (caso de dimensionamento).
Importante: A carga térmica não é a necessidade anual de energia. A carga térmica descreve a potência máxima necessária em condições exteriores extremas, enquanto a necessidade anual de calor corresponde à energia total requerida ao longo de um ano.
Fundamentos de cálculo
2.1 Carga térmica total de um compartimento
A carga térmica de um compartimento Q̇HL,R resulta da soma de vários componentes:
Q̇HL,R = Q̇T + Q̇V + Q̇RH
Em que:
- Q̇T = perdas térmicas por transmissão (através dos elementos da envolvente)
- Q̇V = perdas térmicas por ventilação (renovação de ar)
- Q̇RH = potência de rearme/aquecimento rápido (opcional, em funcionamento intermitente)
2.2 Perdas térmicas por transmissão (Q̇T)
As perdas por transmissão correspondem ao calor que se perde através de paredes, janelas, portas, pavimentos e coberturas para o exterior ou para zonas não aquecidas.
Fórmula para um elemento construtivo:
Q̇T,elemento = A · U · fT · (θi - θe)
Parâmetros:
- A = área do elemento [m²]
- U = coeficiente de transmissão térmica (U-value) [W/(m²·K)]
- fT = fator de correção em função do espaço adjacente [-]
- θi = temperatura interior de referência [°C]
- θe = temperatura exterior / temperatura do espaço adjacente [°C]
Fatores de correção (fT)
| Espaço adjacente | Fator de correção (fT) |
|---|---|
| Ar exterior | 1,0 |
| Terreno | 0,5 - 0,6 |
| Espaço não aquecido (dentro da envolvente térmica) | 0,5 |
| Espaço aquecido (mesma temperatura) | 0,0 |
Acréscimo para pontes térmicas (ΔU)
Para além do U-value do elemento, considera‑se um acréscimo para pontes térmicas ΔU, que cobre de forma global as pontes térmicas lineares e pontuais (por ex. varandas, ombreiras de janelas):
Ueff = U + ΔU
Valor de referência: ΔU = 0,10 W/(m²·K) para elementos da envolvente em contacto com o exterior (fT = 1,0)
Importante: Em elementos com fT = 0,0 (espaço aquecido adjacente) não se considera acréscimo de pontes térmicas, uma vez que não há fluxo de calor útil perdido para o exterior.
2.3 Perdas térmicas por ventilação (Q̇V)
As perdas por ventilação resultam da substituição de ar quente interior por ar frio exterior.
Fórmula:
Q̇V = V̇ · ρ · c · (θi - θe)
Forma simplificada:
Q̇V = V · n · 0,34 · (θi - θe)
Parâmetros:
- V = volume do compartimento [m³]
- n = taxa de renovação de ar [1/h] (típico: 0,5 h⁻¹ em habitação)
- 0,34 = capacidade calorífica do ar [Wh/(m³·K)]
- θi = temperatura interior de referência [°C]
- θe = temperatura exterior de projeto [°C]
Nota: Em sistemas de ventilação mecânica com recuperação de calor (RC), a taxa efetiva de renovação pode ser reduzida (por ex. n = 0,3 h⁻¹ com eficiência de RC de 60%).
2.4 Carga térmica do edifício (Q̇HL,G)
A carga térmica do edifício é a soma das cargas térmicas de todos os compartimentos, acrescida de um fator de segurança para efeitos de dimensionamento:
Q̇HL,G = Σ Q̇HL,R + acréscimo
Na prática, e em alinhamento com a abordagem da NP EN 12831-1, a carga térmica do edifício é frequentemente calculada com um acréscimo global de 100% sobre as perdas por ventilação:
Q̇HL,G = Σ Q̇T + 2 · Σ Q̇V
Guia passo a passo
3.1 Gestão de projetos
Criar um novo projeto
Clique em "Iniciar projeto" no ecrã de boas‑vindas ou em "Novo projeto" na barra de ações. Abre‑se o assistente de projeto, que o conduz por todos os dados necessários.
Carregar um projeto existente 🆕
Pode carregar um projeto existente a qualquer momento através da chave de projeto:
- Clique em "Carregar projeto"
- Introduza a sua chave de projeto de 5 caracteres (por ex. "ABC12")
- Clique em "Carregar"
A chave de projeto é apresentada quando cria um projeto e deve ser anotada para poder voltar a aceder‑lhe mais tarde.
Anular alterações 🆕
O calculador guarda automaticamente um histórico de alterações. Através do botão "↶ Anular" no cabeçalho do projeto pode reverter a última alteração.
São guardados:
- Alterações nos dados base do projeto
- Adição/remoção de compartimentos
- Alterações em elementos construtivos e radiadores
- Resultados de cálculo
Nota: O histórico de alterações é guardado no servidor. Mesmo depois de fechar o navegador, pode anular alterações desde que utilize a mesma chave de projeto.
3.2 Introdução dos dados base do projeto
Localização e dados climáticos
- Introduzir morada: Rua, número de polícia, código postal e localidade
- Carregar dados climáticos automaticamente: O calculador determina automaticamente:
- Temperatura exterior de projeto (θe) com base na localização geográfica
- Taxa de renovação de ar recomendada (n)
Importante: Os valores automáticos podem divergir dos valores normativos locais. Para cálculos rigorosamente conformes à NP EN 12831-1 em Portugal, recomenda‑se consultar mapas climáticos nacionais (por ex. dados do IPMA) ou tabelas climáticas incluídas em documentação técnica de apoio à NP EN 12831-1.
Dados do edifício
-
Ano de construção: Essencial para a seleção de U-values no catálogo de elementos
- antes de 1980
- antes de 1995
- 1995–2001
- 2002–2008
- 2009–2015
- 2016–2020
- a partir de 2021 (regime REH/RECS em vigor)
-
Tipo de edifício: Moradia unifamiliar, multifamiliar, moradia em banda, etc.
Definições do sistema de aquecimento
-
Temperatura de ida (θVL): padrão 55°C
- Sistemas de baixa temperatura: 35‑45°C (piso radiante, emissores de grande superfície)
- Sistemas de média temperatura: 55‑70°C (radiadores standard)
- Sistemas de alta temperatura: 75‑90°C (radiadores antigos)
-
Diferença de temperaturas ida/retorno (ΔT): padrão 10 K
- Diferença entre temperatura de ida e de retorno
- Típico: 5‑15 K
3.2 Opção A: Introdução simplificada (volumetria do edifício)
A introdução simplificada é ideal para moradias unifamiliares e bifamiliares. O assistente conduz‑lo em 5 passos:
Passo 1: Base
- Número de pisos acima do solo: 1, 2 ou 3 pisos
- Cave existente: Sim/Não
- Se sim: Cave aquecida (Sim/Não)
- Sótão aproveitado: Sim/Não
Passo 2: Geometria
Dimensões base (dimensões exteriores em metros):
- Comprimento: lado mais comprido do edifício
- Largura: lado mais curto do edifício
- Altura de piso: tipicamente 2,5‑2,75 m
Cave (se existir):
- Altura da cave: tipicamente 2,0‑2,4 m
Tipo de cobertura:
- Telhado de duas águas
- Telhado de uma água
- Telhado de quatro águas (telhado de quatro águas/“telhado à portuguesa”)
- Telhado em pirâmide
- Cobertura plana
Em telhado de duas ou uma água:
- Inclinação da cobertura [°]: tipicamente 35‑45° (duas águas), 5‑20° (uma água)
- Pé‑direito lateral (kniestock): Sim/Não
- Altura do pé‑direito: altura da parede vertical sob a água do telhado (tipicamente 0,5‑1,2 m)
Aproveitamento do sótão (se aproveitado):
- Com desvão não aquecido: teto horizontal para um desvão frio
- Até à cumeeira: sem teto horizontal, águas do telhado até à cumeeira
Orientação principal da fachada mais comprida:
- Norte, Nordeste, Este, Sudeste, Sul, Sudoeste, Oeste, Noroeste
Passo 3: Janelas
Área total envidraçada (uma das duas opções):
- Área absoluta de janelas [m²] OU
- Percentagem de área envidraçada [%] (padrão: 15% da área de fachada exterior)
Distribuição das janelas por orientação:
- Norte, Este, Sul, Oeste em percentagem (a soma deve ser 100%)
- Padrão: 25% por orientação (distribuição uniforme)
Passo 4: Elementos construtivos
Elementos padrão do catálogo: O calculador seleciona automaticamente U-values típicos em função do ano de construção, alinhados com práticas correntes em Portugal (Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação – REH):
| Elemento | U-values típicos [W/(m²·K)] |
|---|---|
| Parede exterior | 0,24 - 1,20 (consoante o ano) |
| Janelas | 0,95 - 2,80 |
| Porta exterior | 1,80 - 3,00 |
| Cobertura/teto do último piso | 0,14 - 1,00 |
| Laje de cave | 0,30 - 0,80 |
| Laje sobre o solo | 0,30 - 0,80 |
Pode ajustar os U-values sempre que tiver dados mais precisos (por ex. de um certificado energético SCE).
Passo 5: Conclusão
Resumo de todos os dados introduzidos. Clique em "Gerar compartimentos" para criar automaticamente a estrutura de compartimentos.
O que é gerado?
Para cada piso é criado um compartimento representativo com todos os elementos relevantes:
-
Cave (se existir e for aquecida):
- Paredes de cave em contacto com o terreno
- Pavimento da cave
- Temperatura de referência: 15°C
-
Rés‑do‑chão:
- Paredes exteriores (distribuídas pelas 4 orientações)
- Janelas (distribuídas segundo a sua indicação)
- Portas exteriores (apenas no R/C)
- Pavimento: laje de cave ou laje sobre o solo
- Teto: para piso aquecido superior, para sótão ou para espaço não aquecido sob cobertura
- Temperatura de referência: 20°C
-
Pisos superiores (1.º, 2.º andar):
- Paredes exteriores
- Janelas
- Pavimento: laje para piso aquecido inferior (fT = 0,0!)
- Teto: para piso aquecido superior ou para sótão
- Temperatura de referência: 20°C
-
Sótão (se aproveitado):
- Águas do telhado (conforme tipo de cobertura)
- Paredes de empena (em telhado de duas águas)
- Paredes de pé‑direito (se existirem)
- Janelas de sótão (pelo menos 1/8 da área útil)
- Teto para desvão frio (na opção "Com desvão")
- Pavimento para piso aquecido inferior (fT = 0,0!)
- Temperatura de referência: 20°C
Notas importantes:
- Dimensões interiores úteis: O calculador utiliza automaticamente dimensões interiores (dimensões exteriores menos 2 × 0,36 m de espessura de parede) para obter áreas realistas.
- Águas do telhado: São calculadas geometricamente em função da inclinação e da altura do pé‑direito.
- Arredondamento de áreas: Todas as áreas são arredondadas a 2 casas decimais para melhor legibilidade.
3.3 Opção B: Introdução detalhada por compartimento
Para edifícios mais complexos ou compartimentos específicos, pode definir cada compartimento manualmente.
Adicionar compartimento
- Clique em "Adicionar compartimento"
- Introduza os dados do compartimento:
- Nome do compartimento (por ex. "Sala", "Quarto 1")
- Piso: Cave, R/C, Andar ou Sótão
- Temperatura de referência [°C]: temperatura pretendida (tipicamente 20‑24°C em zonas de habitação, 15‑18°C em zonas de serviço)
- Área útil [m²]
- Altura do compartimento [m]
Conceito de ventilação por compartimento 🆕
Para cada compartimento pode definir um conceito de ventilação individual:
| Selecionar tipo de ventilação: | Conceito de ventilação | Descrição | Taxa de renovação típica |
|---|---|---|---|
| Ventilação natural (janelas) | Abertura manual de janelas | 0,5 h⁻¹ | |
| Ventilação mecânica sem RC | Ventilação mecânica sem recuperação de calor | 0,4‑0,6 h⁻¹ | |
| Ventilação mecânica com RC | Ventilação mecânica com recuperação de calor | 0,3‑0,4 h⁻¹ | |
| Sistema apenas de extração | Extração mecânica (p.ex. WC, cozinha) | 0,5‑1,0 h⁻¹ |
Parâmetros ajustáveis:
- Taxa de renovação de ar [1/h]: quantas vezes o volume do compartimento é renovado por hora (padrão: 0,5)
- Rendimento da RC [%]: apenas em "Mecânica com RC" – eficiência da recuperação de calor (tipicamente 60‑90%)
Dica: Com ventilação mecânica com recuperação de calor, as perdas por ventilação reduzem‑se significativamente. Um rendimento de 80% significa que 80% do calor do ar extraído é recuperado, o que reduz de forma relevante a carga térmica de aquecimento.
Adicionar elementos construtivos
Para cada compartimento deve introduzir os elementos (paredes, janelas, portas, pavimentos, tetos):
Paredes exteriores:
- Tipo: por ex. "Parede exterior standard", "Parede anterior a 1980"
- Área [m²]: área líquida de parede (área bruta menos janelas e portas)
- U-value [W/(m²·K)]: de catálogo ou introduzido manualmente
- Fator de correção: 1,0 (ar exterior)
- Orientação: N, NE, E, SE, S, SO, O, NO
Janelas:
- Tipo: por ex. "Triplo vidro", "Janela antiga anterior a 1995"
- Área [m²]: vão de janela
- U-value [W/(m²·K)]
- Fator de correção: 1,0
- Orientação: conforme a fachada
Portas exteriores:
- Tipo: por ex. "Porta de entrada isolada"
- Área [m²]: tipicamente 2,0 m² (1,0 m × 2,0 m)
- U-value [W/(m²·K)]
- Fator de correção: 1,0
- Orientação: conforme a fachada de entrada
Pavimentos:
- Laje de cave (sobre cave aquecida): fT = 0,0
- Laje de cave (sobre cave não aquecida): fT = 0,5
- Laje sobre o solo (em contacto com o terreno): fT = 0,5‑0,6
- Laje entre pisos aquecidos: fT = 0,0
Tetos:
- Laje entre pisos aquecidos (para piso aquecido superior): fT = 0,0
- Teto do último piso (para espaço não aquecido sob cobertura): fT = 0,5
- Água de telhado (para o exterior): fT = 1,0
Importante: Em lajes entre compartimentos aquecidos deve definir sempre o fator de correção como 0,0. Não há perda útil de calor, porque ambos os espaços têm a mesma temperatura de referência.
No assistente, isto é definido automaticamente – elementos entre espaços aquecidos são identificados como "entre espaços aquecidos" e recebem fT = 0,0.
3.4 Executar o cálculo
Depois de introduzir os dados base do projeto e:
- Ter concluído o assistente (Opção A) OU
- Ter definido manualmente todos os compartimentos (Opção B)
Clique em "Calcular agora".
O calculador executa o cálculo da carga térmica segundo a NP EN 12831-1 para cada compartimento e para o edifício no seu conjunto.
Compreender e interpretar os resultados
4.1 Visão geral dos resultados
Os resultados são apresentados em quatro separadores:
Separador 1: Carga térmica
Dados climáticos
- Temperatura exterior de projeto θe [°C]
- Taxa de renovação de ar recomendada n [1/h]
Cargas térmicas
- Q̇trans: perdas totais por transmissão [kW]
- Q̇vent: perdas totais por ventilação [kW]
- Q̇Heiz,R: carga térmica total dos compartimentos [kW]
- Q̇Heiz,G: carga térmica do edifício segundo NP EN 12831-1 [kW]
Q̇Heiz,G é o valor determinante para o dimensionamento do gerador de calor (caldeira ou bomba de calor).
Separador 2: Evolução anual das necessidades de calor 🆕
Este separador apresenta uma análise detalhada da necessidade anual de calor com base em dados meteorológicos horários (Typical Meteorological Year, por ex. PVGIS para a localização em Portugal).
Metodologia de cálculo:
- Para cada hora do ano (8760 horas) é lida a temperatura exterior a partir dos dados TMY
- Se a temperatura exterior estiver abaixo da temperatura de corte de aquecimento, calcula‑se a necessidade horária de calor:
Q̇(h) = (Q̇trans + Q̇vent) · (θi - θe(h)) / (θi - θe,Norm) - A integração sobre todas as horas de aquecimento fornece a necessidade total de calor
Indicadores apresentados:
- Necessidade total de calor [kWh/ano]: soma de todas as necessidades horárias
- Consumo elétrico da bomba de calor [kWh/ano]: consumo estimado assumindo JAZ 3,5 (bomba de calor ar‑água)
- Horas de aquecimento por ano [h]: número de horas com necessidade de aquecimento
- Necessidade horária máxima [kW]: maior potência de aquecimento ao longo do ano
- Potência média de aquecimento [kW]: potência média durante as horas de aquecimento
- Temperatura de corte de aquecimento [°C]: temperatura exterior a partir da qual é necessário aquecer (padrão: 15°C)
Desagregação mensal: Para cada mês são apresentados:
- Horas de aquecimento
- Temperatura exterior média
- Necessidade mensal de calor [kWh]
- Potência horária máxima [kW]
Visualização:
- Gráfico anual: mostra a necessidade horária de calor ao longo do ano ou em resumo mensal
Diferença face à carga térmica (Separador 1):
- Carga térmica = potência máxima à temperatura exterior de projeto (por ex. -2°C a -3°C em muitas zonas de Portugal) → dimensionamento do sistema de aquecimento
- Necessidade anual de calor = energia efetivamente necessária ao longo do ano com base em dados meteorológicos reais → consumo de energia e custos de exploração
A carga térmica é normalmente superior à potência horária máxima observada no ano, porque é calculada para condições extremas que raramente ocorrem.
Separador 3: Propostas de reabilitação da envolvente 🆕
Análise automática do potencial de otimização energética através de medidas na envolvente do edifício.
Base de cálculo: As poupanças são calculadas com o método dos graus‑dia de aquecimento (equivalente ao usado em normas como a EN ISO 13790 e em metodologias nacionais):
Poupança de energia [kWh/ano] = A · (U_IST - U_OBJ) · Graus-dia · 0,024
Redução da carga térmica [kW] = A · (U_IST - U_OBJ) · ΔT_Norm
Em que:
- A = área do elemento [m²]
- U_IST = U-value atual [W/(m²·K)]
- U_OBJ = U-value objetivo (por ex. valores de referência do REH para reabilitação) [W/(m²·K)]
- Graus‑dia = soma das diferenças de temperatura ao longo da época de aquecimento [Kd]
- ΔT_Norm = diferença de temperatura de projeto (θ_i - θ_e,Norm) [K]
| Valores objetivo típicos em reabilitação (referência REH/boas práticas em Portugal): | Elemento | U-value objetivo [W/(m²·K)] |
|---|---|---|
| Parede exterior | ≈ 0,35 ou melhor | |
| Cobertura | ≈ 0,20 ou melhor | |
| Teto do último piso | ≈ 0,20 ou melhor | |
| Laje sobre o solo | ≈ 0,40 ou melhor | |
| Laje de cave | ≈ 0,40 ou melhor | |
| Janelas | ≈ 1,3 (vidro duplo de alto desempenho) ou melhor | |
| Porta exterior | ≈ 1,8 ou melhor |
Apresentado para cada grupo de elementos:
- Área total [m²]: soma dos elementos dessa categoria
- U-value atual (médio) [W/(m²·K)]
- U-value objetivo [W/(m²·K)]: valor de referência para reabilitação
- Poupança de energia [kWh/ano]
- Redução da carga térmica [kW]
Notas sobre as propostas de reabilitação:
- ✅ U-values objetivo baseados em requisitos e boas práticas do REH para reabilitação
- ✅ Poupanças calculadas com método simplificado de graus‑dia (valores indicativos)
- ⚠️ Custos de investimento e tempo de retorno não são considerados
- ⚠️ Recomenda‑se priorizar medidas com maior potencial de poupança
Importante: As propostas de reabilitação servem como orientação inicial para identificar potenciais de melhoria. Para um plano de reabilitação vinculativo, consulte um perito qualificado do Sistema de Certificação Energética (SCE). O cálculo não considera em detalhe pontes térmicas, riscos higrotérmicos (condensações) nem enquadramento de apoios financeiros.
Separador 4: Otimização inteligente de radiadores 🆕
Este separador apresenta uma análise inteligente dos radiadores e identifica potenciais de otimização para funcionamento com bomba de calor.
Funções principais:
-
Otimização da temperatura de ida
- Cálculo da temperatura de ida mínima possível
- Indicação da redução de temperatura (em Kelvin)
- Poupança de energia em percentagem e kWh/ano
-
Opção de ventiloconvetores
- Ativável através da caixa "Permitir ventiloconvetores"
- Permite temperaturas de ida mais baixas graças à convecção forçada
- Especialmente útil quando os radiadores existentes são pequenos
-
Análise compartimento a compartimento
- Visão geral de todos os compartimentos com comparação necessário/existente
- Codificação por cores: 🟢 Suficiente, 🟡 Limite, 🔴 Insuficiente
- Recomendações concretas por compartimento:
- Aumentar o radiador
- Adicionar superfície de aquecimento (piso radiante)
- Instalar ventiloconvetor
Indicadores apresentados:
| Indicador | Descrição |
|---|---|
| Temp. de ida atual | Temperatura de ida definida |
| Temp. de ida possível | Temperatura de ida mínima alcançável |
| Poupança de energia | Poupança percentual com temperatura de ida reduzida |
| Necessidade anual atual | Necessidade de calor com temperatura de ida atual |
| Necessidade anual otimizada | Necessidade de calor após otimização |
Dica para bombas de calor: Uma redução de 5 K na temperatura de ida pode aumentar o fator de desempenho sazonal (SCOP/JAZ) da bomba de calor em cerca de 10‑15%. Ao reduzir de 55°C para 45°C, é possível poupar até cerca de 25% de eletricidade.
Detalhes por compartimento
Para cada compartimento são apresentados:
- ts: temperatura de referência [°C]
- ΔT: diferença de temperatura (θi - θe) [K]
- Q̇tr: perdas por transmissão do compartimento [kW]
- Q̇v: perdas por ventilação do compartimento [kW]
- Q̇R: carga térmica do compartimento [kW]
- Necessário: potência requerida das superfícies de aquecimento [kW]
- Existente: potência efetiva dos radiadores [kW] (se definidos)
- Dif.: diferença entre necessário e existente [kW]
Estado:
- 🟢 Suficiente: potência existente ≥ potência necessária
- 🔴 Insuficiente: potência existente < potência necessária (radiador subdimensionado)
4.2 Temperatura de ida ótima
Clique em "Calcular temperatura de ida ótima" para determinar a temperatura de regime ideal.
O calculador determina a temperatura de ida mais baixa em que todos os compartimentos ainda atingem a potência necessária. Isto é feito testando iterativamente diferentes temperaturas de ida e calculando a potência resultante dos radiadores.
Resultado:
- Temperatura de ida recomendada θVL [°C]
- Temperatura de retorno θRL [°C] (com base na diferença de temperaturas)
- Compartimento crítico: o compartimento com menor margem (fator limitante)
- Cobertura por compartimento: tabela com potências necessária/existente à temperatura de ida ótima
Interpretação:
- Temperatura de ida baixa (35‑45°C): ideal para bombas de calor, elevada eficiência (COP/SCOP)
- Temperatura de ida média (55‑70°C): típica de sistemas com radiadores
- Temperatura de ida elevada (>70°C): pode indicar radiadores subdimensionados
Se a temperatura de ida ótima calculada for muito elevada (>65°C), deve verificar se os radiadores estão corretamente dimensionados ou se são necessárias superfícies de aquecimento maiores.
4.3 Exportação para PDF 📄
Através do botão "Exportar relatório PDF completo" pode gerar um relatório detalhado em formato PDF.
O relatório PDF inclui:
-
Resumo (página 1)
- Dados do projeto (nome, morada, data)
- Dados climáticos (temperatura exterior de projeto, taxa de renovação de ar)
- Dados do edifício (volume aquecido, área útil aquecida)
- Cargas térmicas (transmissão, ventilação, carga dos compartimentos, carga do edifício)
- Dados do sistema (temperatura de ida, diferença ida/retorno)
-
Detalhe por compartimento (1 página por compartimento)
- Dados do compartimento (temperatura de referência, volume, área)
- Perdas por transmissão por elemento com todos os parâmetros:
- Categoria, tipo, área, U-value, acréscimo de pontes térmicas, ΔT, perda de calor
- Perdas por ventilação (infiltração, ventilação mecânica, transferências)
- Carga térmica do compartimento e potência necessária de radiadores
- Tabela de radiadores (se definidos) com comparação necessário/existente
-
Evolução anual das necessidades de calor (1 página)
- Indicadores principais:
- Necessidade total de calor [kWh/ano]
- Horas de aquecimento por ano
- Temperatura de corte de aquecimento
- Necessidade máxima [kW]
- Desagregação mensal em tabela:
- Mês, horas de aquecimento, temperatura média, necessidade de calor, potência máxima
- Caixa explicativa: diferença entre carga térmica e necessidade anual
- Indicadores principais:
-
Propostas de reabilitação da envolvente (1 página)
- Visão geral do potencial de poupança:
- Poupança total de energia [kWh/ano]
- Redução total da carga térmica [kW]
- Temperatura exterior de projeto, graus‑dia
- Tabela de potenciais de otimização:
- Grupo de elementos, área, U-value atual, U-value objetivo, poupança, ΔQ
- Notas sobre valores de referência do REH e metodologia de cálculo
- Visão geral do potencial de poupança:
-
Aviso legal (última página)
- Referência à NP EN 12831-1 como base de cálculo
- Declaração sobre possíveis desvios e limitação de responsabilidade
- Recomendação de validação por projetista especializado
- Data de elaboração e chave de projeto
Formato e layout:
- A4, orientação vertical
- Tabelas claras com codificação por cores
- Formatação profissional com cabeçalhos e numeração de páginas
- Todas as grandezas com unidades corretas
- Relatório totalmente multilingue (segue o idioma da interface)
A exportação em PDF é adequada para documentação a entregar a proprietários, arquitetos ou instaladores. Todos os pressupostos e resultados de cálculo são apresentados de forma transparente e rastreável.
4.4 Resultados detalhados
Clique em "Vista detalhada" para uma desagregação completa:
Dados do edifício
- Volume útil aquecido (volume de ar) [m³]
- Área útil aquecida [m²]
Perdas térmicas por categoria
Transmissão:
- para o ar exterior [W]
- para o terreno [W]
- para espaços não aquecidos [W]
- Soma [W]
Ventilação:
- Soma [W]
Carga térmica
- Carga térmica dos compartimentos (soma) [W]
- Carga térmica do edifício segundo NP EN 12831-1 [W]
Desagregação por compartimento
Para cada compartimento:
- Perdas por transmissão por elemento (paredes, janelas, portas, pavimentos, tetos)
- Perdas por ventilação
- Radiadores (se definidos):
- Tipo, dimensões
- Potência nominal a 75/65/20
- Expoente n
- Potência efetiva calculada
Exportação para PDF
Clique em "Exportar PDF" para descarregar um relatório completo de cálculo em formato PDF.
Dimensionamento de radiadores
5.1 Cálculo da potência de radiadores
O calculador utiliza a fórmula exponencial da EN 442 para determinar a potência dos radiadores:
Φ = Φn · (Δθm / Δθn)^n
Parâmetros:
- Φ = potência efetiva às temperaturas de funcionamento [W]
- Φn = potência nominal a 75/65/20 [W]
- Δθm = sobretemperatura média às temperaturas de funcionamento [K]
- Δθn = sobretemperatura média em condições nominais (50 K)
- n = expoente do radiador (tipicamente 1,25‑1,35)
Sobretemperatura média
Δθm = ((θVL + θRL) / 2) - θi
- θVL = temperatura de ida [°C]
- θRL = temperatura de retorno [°C]
- θi = temperatura interior [°C]
Exemplo:
- Ida: 55°C
- Retorno: 45°C (ΔT = 10 K)
- Temperatura interior: 20°C
Δθm = ((55 + 45) / 2) - 20 = 50 - 20 = 30 K
Em condições nominais (75/65/20):
Δθn = ((75 + 65) / 2) - 20 = 70 - 20 = 50 K
Se a potência nominal Φn = 1000 W e o expoente n = 1,3:
Φ = 1000 · (30 / 50)^1,3 = 1000 · 0,6^1,3 ≈ 508 W
Importante: A potência dos radiadores diminui significativamente com temperaturas de ida mais baixas. Reduzir de 75°C para 55°C pode levar a uma redução de potência de cerca de 50%.
5.2 Adicionar radiadores
Na vista de compartimento pode definir radiadores:
-
Selecionar tipo de radiador: a partir do catálogo ou manualmente
-
Definir dimensões:
- Comprimento [mm]
- Altura [mm]
- Tipo (por ex. K21, K22, K33 em radiadores de painel)
-
Potência nominal é carregada automaticamente do catálogo (a 75/65/20)
-
Expoente n (tipicamente 1,3)
-
Clique em "Calcular potência" para determinar a potência efetiva à temperatura de ida definida
Pode definir vários radiadores por compartimento. A potência total é a soma das potências de todos os radiadores desse compartimento.
5.3 Tipos de radiadores
Radiadores de painel:
- K10 / K11: 1 painel, 0‑1 aletas de convecção
- K20 / K21 / K22: 2 painéis, 0‑2 aletas de convecção
- K30 / K33: 3 painéis, 3 aletas de convecção
Regra prática: Mais painéis e mais aletas de convecção = maior potência para as mesmas dimensões, mas também maior caudal de água necessário.
Dicas e boas práticas
6.1 Dados de entrada realistas
- Utilize dimensões interiores úteis na introdução manual (não dimensões exteriores)
- Considere áreas de janelas e portas: subtraia‑as das áreas de parede
- Verificação de plausibilidade: compare a área útil aquecida calculada com a área de habitação real
6.2 Escolha realista de U-values
Os U-values automáticos baseiam‑se em construções típicas. Se tiver informação mais precisa (por ex. do certificado energético SCE ou de relatórios de reabilitação):
- Utilize os U-values reais
- Em edifícios reabilitados: introduza os U-values dos elementos já intervencionados
6.3 Definir corretamente os fatores de correção
Erros frequentes:
- ❌ Lajes entre pisos aquecidos com fT = 1,0 (gera perdas duplicadas)
- ❌ Laje de cave sobre cave aquecida com fT = 0,5
Correto:
- ✅ Laje R/C‑1.º andar: fT = 0,0 (ambos aquecidos)
- ✅ Laje de cave sobre cave aquecida: fT = 0,0
- ✅ Teto do último piso para desvão não aquecido: fT = 0,5
- ✅ Paredes exteriores: fT = 1,0
6.4 Taxas de renovação de ar
| Estado do edifício | Taxa de renovação n [1/h] |
|---|---|
| Edifício antigo sem reabilitação | 0,7 - 1,0 |
| Edifício conforme REH (construção corrente) | 0,5 |
| Edifício muito estanque / padrão passivo | 0,3 - 0,4 |
| Com ventilação mecânica + RC (60%) | 0,3 |
| Com ventilação mecânica + RC (80%) | 0,2 |
6.5 Otimização para bombas de calor
Para um funcionamento eficiente de bombas de calor deve:
- Procurar temperaturas de ida baixas (idealmente ≤ 45°C para SCOP elevados)
- Utilizar superfícies de aquecimento de grande área (piso radiante, aquecimento de parede)
- Em radiadores: dimensionar generosamente (1,5‑2× a potência nominal a 75/65/20)
- Calcular a temperatura de ida ótima e verificar se é suficientemente baixa
Se a temperatura de ida ótima for >55°C, os radiadores provavelmente são demasiado pequenos para funcionamento eficiente com bomba de calor. Considere a substituição ou complemento com superfícies radiantes.
Perguntas frequentes (FAQ)
Porque é que a carga térmica do edifício é superior à soma das cargas dos compartimentos?
A carga térmica do edifício (Q̇HL,G) inclui um acréscimo (tipicamente 100% sobre as perdas por ventilação) para cobrir fases de aquecimento rápido e perdas de sistema. A fórmula é:
Q̇HL,G = Σ Q̇trans + 2 · Σ Q̇vent
Esta abordagem está alinhada com a NP EN 12831-1.
Qual é a temperatura exterior de projeto correta?
A temperatura exterior de projeto depende do local. O calculador determina‑a automaticamente, mas os valores podem divergir de tabelas normativas nacionais. Para cálculos normativos em Portugal recomenda‑se consultar:
- Dados climáticos do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera)
- Documentação técnica de apoio à NP EN 12831-1 e ao REH, com temperaturas de projeto por zona climática
Porque é que as lajes entre pisos aquecidos apresentam perdas de calor?
Isto indica um erro de introdução de dados. Defina o fator de correção dos elementos entre espaços aquecidos como fT = 0,0. Assim, não haverá perda útil de calor.
No assistente, estes elementos são criados automaticamente com fT = 0,0 e identificados como "laje entre espaços aquecidos" ou "pavimento entre espaços aquecidos".
Como dimensionar radiadores para funcionamento com bomba de calor?
Para bombas de calor com temperaturas de ida de 35‑45°C, os radiadores devem ser significativamente maiores do que em sistemas 75/65/20:
- Fator 1,5‑2,0 face à potência nominal
- Utilize a função "Temperatura de ida ótima" para determinar a temperatura de regime necessária
- Em alternativa: complementar com piso radiante ou aquecimento de parede
Posso exportar o cálculo em PDF?
Sim, na "Vista detalhada" clique em "Exportar PDF". O PDF inclui todos os dados de entrada, resultados de cálculo e uma desagregação por compartimento.
Informações de enquadramento
8.1 Diferença entre carga térmica e necessidade de calor
| Carga térmica | Necessidade de calor |
|---|---|
| Potência [kW] | Energia [kWh/ano] |
| Potência máxima à temperatura de projeto | Energia necessária ao longo do ano |
| Situação estacionária (pior caso) | Evolução dinâmica na época de aquecimento |
| Para dimensionar o gerador de calor | Para balanços energéticos e previsão de consumo |
| Segundo NP EN 12831-1 | Segundo métodos como EN ISO 52016 / metodologias REH/SCE |
Exemplo:
- Carga térmica: 8 kW (à temperatura exterior de projeto, por ex. -2°C)
- Necessidade anual de calor: 15 000 kWh/ano
A carga térmica de 8 kW só é necessária em poucas horas por ano. A potência média durante a época de aquecimento é bastante inferior.
8.2 Evolução histórica de U-values (valores típicos)
| Período | Parede exterior [W/(m²·K)] | Janelas [W/(m²·K)] | Cobertura [W/(m²·K)] |
|---|---|---|---|
| antes de 1980 | 1,0 - 1,5 | 2,5 - 3,5 | 0,8 - 1,2 |
| 1980-1995 | 0,6 - 1,0 | 2,0 - 3,0 | 0,4 - 0,8 |
| 1995-2001 | 0,5 - 0,7 | 1,5 - 2,0 | 0,3 - 0,4 |
| 2002-2008 | 0,35 - 0,5 | 1,3 - 1,7 | 0,22 - 0,3 |
| 2009-2015 | 0,24 - 0,35 | 1,1 - 1,4 | 0,18 - 0,24 |
| 2016-2020 | 0,24 - 0,28 | 0,95 - 1,3 | 0,18 - 0,20 |
| a partir de 2021 | 0,20 - 0,24 | 0,90 - 1,1 | 0,14 - 0,18 |
(valores indicativos; em Portugal aplicam‑se os limites específicos do REH/RECS, que podem diferir ligeiramente destes intervalos)
8.3 Temperaturas de referência típicas
| Tipo de compartimento | Temperatura de referência θi [°C] |
|---|---|
| Sala de estar | 20 - 22 |
| Quarto | 16 - 18 |
| Quarto de criança | 20 - 22 |
| Instalação sanitária | 22 - 24 |
| Cozinha | 18 - 20 |
| Corredor | 15 - 18 |
| Cave (aquecida) | 12 - 15 |
| Arrumos | 12 - 15 |
9. Informações adicionais
Normas e enquadramento legal (Portugal)
- NP EN 12831-1: Desempenho energético dos edifícios – Método de cálculo da carga térmica de aquecimento de projeto
- EN ISO 6946 / NP EN ISO 6946: Componentes de construção e elementos da envolvente – Cálculo da resistência térmica e do coeficiente de transmissão térmica (base para cálculo de U-values)
- EN 442: Radiadores e convetores – Especificações e determinação da potência
- REH (Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação) e RECS: requisitos de desempenho energético em Portugal
- SCE – Sistema de Certificação Energética: certificados energéticos obrigatórios para edifícios (classe A+ a F), com requisitos específicos para novos edifícios e grandes reabilitações
Certificação energética e apoios em Portugal
- Certificado energético (SCE): obrigatório em novos edifícios, grandes intervenções e transações (venda/arrendamento). Emissão por peritos qualificados registados na ADENE.
- Programas de apoio (exemplos em vigor ou recentes):
- Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis (Fundo Ambiental): comparticipação a fundo perdido para isolamento, substituição de janelas, instalação de bombas de calor, solar térmico e fotovoltaico em habitação própria permanente.
- Vale Eficiência: apoio dirigido a famílias em situação de vulnerabilidade energética para medidas de eficiência (isolamento, janelas eficientes, equipamentos de climatização eficientes).
- Incentivos ao autoconsumo fotovoltaico: regimes de autoconsumo e UPAC com enquadramento específico em Portugal.
- As condições (montantes máximos, percentagens de apoio, elegibilidade) são atualizadas regularmente; recomenda‑se consultar o Fundo Ambiental e a ADENE para informação atualizada antes de planear investimentos.
Ligações úteis
- IPMA – Dados climáticos para projeto
- ADENE – Sistema de Certificação Energética
- Fundo Ambiental – Programas de apoio
- PVGIS – Dados meteorológicos típicos
Última atualização: dezembro de 2025