Recomendações de reabilitação: o que a carga térmica revela sobre o seu edifício
Um cálculo de carga térmica é muito mais do que um número para dimensionar o sistema de aquecimento – é uma espécie de radiografia do seu edifício. Os resultados detalhados mostram exatamente onde se perde calor e em que elementos as medidas de reabilitação têm maior impacto. Neste artigo aprende como transformar as recomendações resultantes do cálculo de carga térmica em medidas concretas.
Nota para Portugal:
Em Portugal, a carga térmica de aquecimento é normalmente calculada com base na EN 12831 (implementada através de software reconhecido pela ADENE no âmbito do SCE) e em conjugação com o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e do Sistema de Certificação Energética (SCE). Os princípios físicos e a leitura dos resultados são, contudo, equivalentes aos apresentados neste artigo.
Compreender a envolvente do edifício
O calor escapa por três vias
| Via de perda | Percentagem típica | Principais responsáveis |
|---|---|---|
| Transmissão | 70–85% | Paredes exteriores, janelas, cobertura, pavimento |
| Ventilação | 15–25% | Renovação de ar, infiltrações |
| Pontes térmicas | 5–15% | Encontros de elementos, atravessamentos |
O cálculo de carga térmica discrimina estas perdas por elemento construtivo – é a base de qualquer planeamento de reabilitação.
O valor U como indicador-chave
O coeficiente de transmissão térmica (valor U) descreve quanta energia térmica atravessa um elemento construtivo:
Q = U × A × ΔT
| Símbolo | Significado | Unidade |
|---|---|---|
| Q | Perda de calor | Watt (W) |
| U | Valor U | W/(m²·K) |
| A | Área | m² |
| ΔT | Diferença de temperatura | Kelvin (K) |
Exemplo: Uma parede exterior com U = 1,0 W/(m²·K), 50 m² de área e 35 K de diferença de temperatura (20°C interior, -15°C exterior) perde: Q = 1,0 × 50 × 35 = 1.750 W = 1,75 kW
Valores U típicos de elementos construtivos
Os valores seguintes são valores de referência usuais em reabilitação energética. Em Portugal, os valores-limite regulamentares para elementos novos ou reabilitados são definidos no REH/SCE e baseiam-se na EN ISO 6946 para o cálculo de valores U.
| Elemento | Não reabilitado | Edifício reabilitado corrente | Padrão tipo “passivo” |
|---|---|---|---|
| Parede exterior | 1,0–1,8 | ≤ 0,25–0,30 | ≤ 0,15 |
| Cobertura/último teto | 0,6–1,2 | ≤ 0,20–0,25 | ≤ 0,15 |
| Teto sobre cave | 0,8–1,5 | ≤ 0,30 | ≤ 0,15 |
| Janelas | 2,5–3,5 | ≤ 1,30–1,40 (Uw) | ≤ 0,80 |
| Porta exterior | 2,5–4,0 | ≤ 1,80–2,00 | ≤ 0,80 |
Nota técnica (Portugal):
- O cálculo de valores U segue a EN ISO 6946 (implementada em software reconhecido pelo SCE).
- Os limites concretos dependem da zona climática e da tipologia do edifício e são verificados no âmbito do certificado energético.
Identificar pontos fracos
O cálculo de carga térmica como ferramenta de diagnóstico
A partir da discriminação por elemento construtivo pode ver diretamente:
- Que elementos geram as maiores perdas?
- Quão afastados estão os valores U dos níveis recomendados pelo REH/SCE?
- Onde é maior o potencial de poupança?
Prioridades em função da percentagem de perdas
| Percentagem de perda | Prioridade | Elementos típicos |
|---|---|---|
| > 30% | Muito alta | Paredes exteriores (grande área) |
| 15–30% | Alta | Janelas, cobertura |
| 5–15% | Média | Teto sobre cave, portas |
| < 5% | Baixa | Pontes térmicas pontuais |
Exemplo: repartição de perdas num edifício antigo
| Elemento | Área | Valor U | Perda | Percentagem |
|---|---|---|---|---|
| Parede exterior | 150 m² | 1,2 | 6.300 W | 42% |
| Janelas | 30 m² | 2,8 | 2.940 W | 20% |
| Cobertura | 80 m² | 0,8 | 2.240 W | 15% |
| Teto sobre cave | 80 m² | 0,9 | 2.160 W | 14% |
| Ventilação | - | - | 1.350 W | 9% |
| Total | - | - | 15.000 W | 100% |
Recomendações de reabilitação no simulador de carga térmica PV-Calor
O nosso simulador de carga térmica analisa automaticamente o potencial de otimização de cada grupo de elementos construtivos, tomando como referência valores U típicos de reabilitação de acordo com boas práticas e níveis próximos dos exigidos pelo REH/SCE em Portugal:
Análise automática dos potenciais de poupança com base em valores U recomendados
A análise em detalhe
Para cada grupo de elementos, o simulador apresenta:
| Indicador | Descrição |
|---|---|
| Área | Área total do grupo de elementos |
| Valor U ATUAL (médio) | Valor U médio atual |
| Valor U ALVO (referência) | Valor U recomendado em caso de reabilitação |
| Poupança de energia | Poupança anual em kWh/ano |
| Redução da carga térmica | Redução da carga térmica de projeto em kW |
Potencial global
O cabeçalho resume o potencial total de poupança:
- Poupança total de energia: Poupança anual possível se todas as medidas forem implementadas
- Redução total da carga térmica: Redução possível da carga térmica
- Graus-dia de aquecimento (Kd): Base climática do cálculo
As principais medidas de reabilitação
1. Isolamento das paredes exteriores
As paredes exteriores são muitas vezes o maior responsável pelas perdas de calor.
Sistemas de isolamento em comparação:
| Sistema | Espessura de isolamento | Valor U após intervenção | Custo/m² |
|---|---|---|---|
| ETICS/WDVS (sistema compósito pelo exterior) | 14–20 cm | 0,18–0,24 | 120–180 € |
| Fachada ventilada | 16–24 cm | 0,15–0,20 | 180–280 € |
| Isolamento interior | 6–10 cm | 0,35–0,50 | 80–130 € |
| Insuflação em caixa de ar | 4–8 cm | 0,30–0,40 | 25–50 € |
Vantagens do isolamento de paredes exteriores:
- Maior potencial de poupança (frequentemente 25–35% da energia de aquecimento)
- Maior conforto (superfícies interiores mais quentes)
- Proteção acrescida da estrutura
A ter em conta:
- Planear cuidadosamente os encontros com janelas e soleiras
- Escolher uma espessura de isolamento suficiente (custo único!)
- Verificar condicionantes de estética urbana e património
Sugestão: No isolamento pelo exterior, compensa dimensionar generosamente a espessura. Os custos de mão de obra são praticamente os mesmos – apenas o material encarece. 20 cm em vez de 14 cm podem custar ~20% mais, mas proporcionam cerca de ~40% melhor isolamento!
2. Isolamento da cobertura / último teto
O ar quente sobe – uma cobertura não isolada é um enorme consumidor de energia.
Opções:
| Variante | Aplicação | Valor U | Custo |
|---|---|---|---|
| Isolamento entre vigotas/caibros | Sótão habitado | 0,18–0,24 | 50–80 €/m² |
| Isolamento pelo exterior (sobre caibros) | Em obras de substituição de cobertura | 0,14–0,18 | 150–250 €/m² |
| Isolamento do último teto | Sótão não aquecido | 0,14–0,20 | 30–60 €/m² |
Particularidade do último teto:
- Medida mais económica com benefício muito elevado
- Muitas vezes possível como trabalho “DIY”
- Em Portugal, a melhoria da envolvente (incluindo cobertura) é frequentemente uma das intervenções mais custo-eficazes para subir a classe do certificado energético
3. Isolamento do teto sobre a cave
Sente o pavimento frio no rés-do-chão? O teto sobre a cave é muitas vezes o culpado.
| Variante | Espessura de isolamento | Valor U | Custo |
|---|---|---|---|
| Isolamento pela face inferior | 8–12 cm | 0,25–0,30 | 35–55 €/m² |
| Isolamento pela face superior | 3–6 cm | 0,40–0,50 | 50–90 €/m² |
Vantagens:
- Execução simples quando o teto da cave é acessível
- Ganho de conforto evidente (pavimento mais quente)
- Custo relativamente reduzido
4. Substituição de janelas
Janelas antigas são frequentemente os maiores pontos fracos pontuais:
| Tipo de janela | Uw | g-valor | Custo |
|---|---|---|---|
| Vidro simples | 5,0–5,5 | 0,85 | - |
| Vidro duplo antigo | 2,5–3,0 | 0,75 | - |
| Vidro duplo baixo emissivo | 1,1–1,3 | 0,60 | 300–450 €/m² |
| Vidro triplo baixo emissivo | 0,6–0,9 | 0,50 | 400–600 €/m² |
Aspetos importantes na substituição de janelas:
- Atender ao g-valor (ganhos solares úteis)
- Considerar a percentagem de caixilho e o modo de instalação
- Avaliar em conjunto com o isolamento da fachada
5. Estanquidade ao ar e pontes térmicas
Frequentemente subestimadas, mas relevantes:
| Medida | Potencial de poupança | Custo |
|---|---|---|
| Isolamento de caixas de estores | 1–3% | 50–150 €/unidade |
| Substituição/colocação de vedantes em janelas/portas | 1–2% | 10–30 €/janela |
| Isolamento de nichos de radiadores | 0,5–1% | 30–60 €/nicho |
| Isolamento de tubagens | 2–5% | 10–20 €/m |
Viabilidade económica e definição de prioridades
Relação custo-benefício
| Medida | Poupança | Custo | Amortização |
|---|---|---|---|
| Isolamento do último teto | 10–15% | 30–60 €/m² | 3–6 anos |
| Isolamento do teto sobre cave | 5–10% | 35–55 €/m² | 5–8 anos |
| Isolamento de paredes exteriores | 20–35% | 120–180 €/m² | 12–20 anos |
| Substituição de janelas | 10–15% | 400–600 €/m² | 15–25 anos |
| Isolamento de cobertura | 15–25% | 100–200 €/m² | 10–15 anos |
(Valores indicativos; em Portugal, os custos variam com região, acessibilidade e soluções construtivas.)
Matriz de priorização
| Critério | Prioridade alta | Prioridade média | Prioridade baixa |
|---|---|---|---|
| Potencial de poupança | > 20% | 10–20% | < 10% |
| Amortização | < 8 anos | 8–15 anos | > 15 anos |
| Ganho de conforto | Elevado | Médio | Reduzido |
| Intervenção já necessária | Sim | Parcialmente | Não |
A sequência adequada
Sequência de reabilitação recomendada:
-
Último teto / cobertura
- Medida económica, grande impacto, amortização rápida
-
Teto sobre cave
- Económica, ganho de conforto imediato
-
Paredes exteriores + janelas (em conjunto)
- Maior potencial, mas investimento elevado
- Especialmente interessante quando a fachada já necessita de intervenção
-
Sistema de ventilação
- Importante após melhoria da estanquidade ao ar
- Recuperação de calor reduz ainda mais as necessidades de aquecimento
Regra de ouro: "Primeiro a envolvente, depois a técnica!" Reabilite primeiro a envolvente do edifício e só depois o sistema de aquecimento. Uma envolvente bem isolada permite instalar um sistema de aquecimento muito mais pequeno (e mais barato).
Exigências regulamentares na reabilitação (Portugal)
Em Portugal não existe um equivalente direto ao GEG alemão. As exigências em matéria de desempenho energético são definidas pelo:
- Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE)
- Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e de Comércio e Serviços (RECS)
- Transposição da Diretiva Europeia de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)
Exigências típicas na intervenção
De forma simplificada, em obras de reabilitação relevantes:
| Elemento | Referência para valor U | Situação típica |
|---|---|---|
| Parede exterior | ≈ 0,25–0,30 W/(m²·K) | Isolamento pelo exterior ou interior |
| Cobertura | ≈ 0,20–0,25 W/(m²·K) | Isolamento em teto ou cobertura |
| Teto sobre cave | ≈ 0,30 W/(m²·K) | Isolamento pela face inferior |
| Janelas novas | Uw ≈ 1,3–1,4 W/(m²·K) | Caixilharia eficiente com vidro baixo emissivo |
| Porta exterior | U ≈ 1,8–2,0 W/(m²·K) | Porta isolada |
Importante:
Os valores exatos dependem da zona climática, da fração envidraçada e de outros parâmetros. São verificados no âmbito do certificado energético, obrigatório em:
- Novas construções
- Grandes intervenções de reabilitação
- Venda ou arrendamento de imóveis
Exceções e flexibilidades
- Edifícios classificados ou em zonas de proteção patrimonial podem ter requisitos adaptados
- Em alguns casos, soluções alternativas (p. ex. sistemas técnicos mais eficientes) podem compensar limitações na envolvente, desde que o desempenho global cumpra os requisitos do SCE
Apoios e incentivos em 2025 (Portugal)
Em vez de programas como BAFA ou KfW, em Portugal existem programas nacionais de apoio geridos por diferentes entidades (ADENE, Fundo Ambiental, IAPMEI, entre outras). Os programas e condições mudam com frequência; os exemplos seguintes refletem a situação típica dos últimos anos.
Programas de apoio à eficiência energética em edifícios
| Programa (exemplos recentes) | Medidas apoiadas | Intensidade típica de apoio |
|---|---|---|
| “Edifícios mais Sustentáveis” (Fundo Ambiental) | Isolamento de paredes, coberturas e pavimentos, substituição de janelas, bombas de calor, solar térmico, PV | ~40–85% do investimento elegível, com tetos por medida (p. ex. 1.500–3.000 € por tipologia) |
| Programas regionais PRR / Portugal 2030 | Reabilitação energética de edifícios de habitação social e serviços públicos | Varia por aviso; frequentemente 60–100% para entidades públicas |
| Incentivos à descarbonização da indústria e serviços | Medidas de eficiência energética, incluindo isolamento e sistemas HVAC eficientes | Normalmente 30–70% para empresas, via IAPMEI/COMPETE |
Nota:
As candidaturas são feitas em períodos específicos (avisos) e exigem documentação técnica (orçamentos, fichas técnicas, certificado energético antes/depois, etc.).
Apoios específicos para bombas de calor e renováveis
| Medida | Tipo de apoio (exemplos) | Observações |
|---|---|---|
| Bombas de calor para aquecimento e AQS | Comparticipação a fundo perdido via programas como “Edifícios mais Sustentáveis” | Montantes máximos por equipamento; exigência de equipamentos com classe energética elevada |
| Sistemas solares térmicos | Apoio a fundo perdido em programas residenciais | Frequentemente combinado com outras medidas de envolvente |
| Sistemas fotovoltaicos (PV) | Apoios pontuais via Fundo Ambiental ou programas municipais; possibilidade de autoconsumo com compensação | Regras definidas pela ERSE e DGEG para autoconsumo e injeção na rede |
Requisitos gerais para acesso a apoios
- Projeto e/ou memória descritiva que demonstre a melhoria de desempenho energético
- Certificado energético antes e, em muitos casos, após a intervenção
- Equipamentos certificados (p. ex. bombas de calor com etiqueta energética A++ ou superior)
- Faturas e comprovativos de pagamento em nome do beneficiário
- Execução por empresas habilitadas, salvo pequenas intervenções simples
Sugestão: Antes de avançar com obras, consulte o Fundo Ambiental e a ADENE (SCE) para verificar que programas estão abertos e quais as condições. Um perito qualificado do SCE pode ajudá-lo a definir um plano de reabilitação que maximize a classe energética e os apoios disponíveis.
Do cálculo à execução
Metodologia passo a passo
-
Realizar o cálculo de carga térmica
- Análise por elemento construtivo
- Registo dos valores U e das áreas
-
Identificar pontos fracos
- Elementos com maiores perdas
- Desvio face a valores U recomendados pelo REH/SCE
-
Elaborar um plano de reabilitação
- Priorizar medidas
- Definir fases e calendarização
-
Analisar a viabilidade económica
- Estimar custos
- Integrar apoios e incentivos
- Calcular tempos de retorno
-
Candidatar-se a apoios
- Envolver um perito qualificado SCE, quando aplicável
- Preparar e submeter candidaturas aos programas em vigor
-
Execução
- Contratar empresas especializadas
- Acompanhar obra e controlo de qualidade
Após a reabilitação
- Atualizar o cálculo de carga térmica
- Redimensionar o sistema de aquecimento (muitas vezes é possível instalar uma caldeira ou bomba de calor de menor potência)
- Realizar novo equilíbrio hidráulico do sistema de aquecimento
- Monitorizar consumos para verificar o sucesso das medidas
Rotulagem energética e certificados em Portugal
Em Portugal, a avaliação e comunicação do desempenho energético dos edifícios é feita através do:
- Certificado Energético emitido no âmbito do SCE, com classes de A+ a F
- Etiquetas energéticas de produtos (bombas de calor, caldeiras, janelas com vidro isolante, etc.) de acordo com os regulamentos europeus de rotulagem
Diferenças face ao sistema alemão:
- O foco está na classe energética global do edifício e nas emissões de CO₂, não em “classes de edifício eficiente” nacionais como EH 55, EH 40, etc.
- O certificado inclui recomendações de melhoria com estimativa de poupanças, que podem ser articuladas com o plano de reabilitação baseado no cálculo de carga térmica.
Conclusão
Em síntese: O cálculo de carga térmica é a ferramenta ideal para definir prioridades de reabilitação. Mostra com precisão que elementos construtivos originam as maiores perdas de calor e onde o investimento gera maior benefício. A regra prática é: começar pelas medidas mais económicas com retorno rápido (isolamento do último teto e do teto sobre a cave) e avançar depois para intervenções mais dispendiosas quando a manutenção já é necessária (fachada, janelas). Com os programas de apoio atualmente disponíveis em Portugal, muitas destas medidas tornam-se significativamente mais atrativas do ponto de vista económico.
Calcule agora o potencial: Ir para o simulador de carga térmica com análise de reabilitação
Artigos relacionados
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- Otimização de radiadores para bombas de calor
- Guia para o cálculo de carga térmica
Fontes
- Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), ADENE
- Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH)
- EN 12831: Cálculo da carga térmica de aquecimento
- EN ISO 6946: Resistência térmica e transmissão de calor de elementos de construção
- Fundo Ambiental: Programas de apoio à eficiência energética em edifícios